sexta-feira, 26 de julho de 2013

Voltando a falar sobre Infertilidade

Bom como estou voltando ao tratamento para engravidar resolvi voltar ao assunto infertilidade e vou começar a  detalhar os motivos de um casal ser considerado infértil um por um.
Vou começar pelo meu problema: Endometriose.
Pra mim foi um grande sofrimento antes mesmo de descobrir que eu tinha essa tal endometriose. Tinha muita cólica no período menstrual, nossa essa época do mês era um sofrimento terrível pra mim, tinha dias que nem conseguia sair da cama. E como minha mãe e algumas tias sempre tiveram o mesmo sintoma, ela achava normal e nunca me levou ao médico (ginecologista), pra investigar. Demorou mas descobri e operei, mas aí veio a triste informação o médico que me operou me informou que eu tinha ficado com sequelas nas trompas oque dificultaria quando eu quisesse engravidar. Enfim me casei e aí começou a peregrinação, para tentar enfim ser mãe. Olha é muito sofrido tudo isso, mais vale a pena. É puxado física e psicológimente, mas não é impossível. São muitos exames, procedimentos e medicações, mas só de pensar em ouvir o coraçãozinho em um exame ou ver a carinha do seu bebê na hora do parto. Só de pensar te fortifica. Um dia chego lá. Mas vamos ao que interessa oque é Endometriose??

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de células endometriais em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. É um transtorno ginecológico comum, atingindo entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.




Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade. As dores podem ocorrer antes ou durante o período menstrual. Ela surge de repente, trazendo transtorno físico, psíquico e social para a paciente. Aproximadamente 20% das mulheres tem apenas dor, 60% tem dor e 20% pode sentir dor tipo cólica menstrual intensa, dor abdominal durante a prática sexual.
Segundo uma análise da USP, os sintomas mais comuns são:
·                    Dores na região pélvica na cólica que ocorre durante o período menstrual (87% dos casos)
·                    Dor pélvica crônica (55% dos casos);
·                    Dores durante ou logo após ato sexual (55% dos casos;
·                    Infertilidade (entre 14% a 40% dos casos);
·                    Sintomas intestinais cíclicos, como diarréia, sangramentos e dor (cerca de 30% dos casos);
·                    Problemas urinários diversos, como urinar em excesso, sangramentos e dor (cerca de 31,5% dos casos).
Os locais comuns da endometriose são: ovários, peritônio pélvido, e a área entre o útero e o reto (septo retovaginal). Sendo menos comum no intestino, bexiga, diafragma, vagina e parede abdominal. 

O ginecologista pode suspeitar de uma endometriose na sua paciente que estiver com infertilidade sem explicação. O exame físico pode indicar a presença da doença. O médico pode fazer o toque vaginal em busca de espessamento e/ou dor em ligamentos útero-sacros e nódulo em fundo de saco de Douglas.
Em geral, a confirmação da doença pode ser feita através da videolaparoscopia ou utilizando substâncias como anticorpos antiendométrio, propeptídeo protocolágeno tipo III, proteína C reativa, anticorpos anticardiolipina, proteína sérica amilóide A, CA19-9, CA15-3, antígeno carcinoembrionário, alfa-feto-proteína e beta-2-microglobulina, entre outras.1 Os marcadores bioquímicos, biofísicos e moleculares não apresentam sensibilidade adequada para o diagnóstico da endometriose. Os exames complementares ajudam a identificar presença de lesões de endometriose ovariana ou profunda infiltrativa 3 Outros exames como a ultrassonografia e a ressonância magnética nuclear também podem ser utilizados.
Podem também ser utilizados vários exames imagiológicos tais como a ecografia, a TAC ou TC, RM entre outras.
O tratamento varia conforme a vontade de engravidar, a área afetada, a intensidade dos sintomas, tolerância a medicamentos e a idade da paciente.
Dentre os tratamentos possíveis mais conservadores, voltados para casos menos graves, está a administração por 6 a 12 meses de uma combinação de contraceptivos hormonais orais, somado a antiinflamatórios não hormonais de nova geração no período perimenstrual e determinados exercícios físicos .
Casos moderados e graves frequentemente necessitam de cirurgia para remover as células endométricas. Além dos tratamentos cirúrgicos podem ser associados o uso injeções de hormônios ou anti-hormônios, implantes subcutâneos de bastões de medicações ou DIU impregnados por substâncias inibidoras da menstruação.
Nos casos mais graves pode ser necessário a remoção de partes de órgãos como útero, ovários, tubas ou de porções do intestino. A excisão total de todas as lesões visíveis e palpáveis da doença traz melhora significativa da dor pélvica e da fertilidade.


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